Fernando Bezerra diz que operação de busca e apreensão foi política

O senador Fernando Bezerra definiu como “arbitrária e gravíssima” a operação de busca e apreensão nos seus gabinetes e residências. A ação ocorreu na última quinta (19) e também teve como alvo o deputado federal Fernando Filho.

“Não temo as investigações. Digo com veemência que jamais excedi os limites impostos pela lei e pela ética. Mas é estarrecedor o excesso, o abuso de uma decisão monocrática, tomada em completo desacordo com quem está, de fato, na condição de avaliar a necessidade ou não de produção de prova, no caso o Ministério Público Federal, titular da ação, e ainda mais quando exige medida tão invasiva ao direito individual do cidadão e fere a independência de um dos poderes da República”, afirmou o senador.

Segundo Bezerra, a ação da Polícia Federal foi uma “operação política”, articulada para atingir o Congresso e o governo do presidente Jair Bolsonaro. “A presença da Polícia Federal no gabinete da liderança do governo no Senado é uma afronta, um atentado contra a independência dos poderes. Se os fatos citados remontam ao ano de 2014, por qual motivo incluir o Gabinete da Liderança entre os locais da busca e apreensão, se não para impor ao governo do presidente Bolsonaro um constrangimento”, questionou.

O senador explicou que a decisão do ministro Luís Roberto Barroso está relacionada ao Inquérito 4513, que foi aberto em 2017 para investigar supostos desvios de recursos de obras federais administradas pelo Ministério da Integração Nacional. “Pela ausência de elementos comprobatórios, [o inquérito] terá o mesmo destino de outras acusações que enfrentei: o arquivamento, inclusive por força de decisão do Supremo Tribunal Federal”, destacou.

Bezerra ainda disse que a operação foi realizada no momento em que o Senado avança com a agenda econômica.

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