MPF oferece denúncia contra casas de farinha de Ipubi por trabalho escravo

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou os responsáveis por três estabelecimentos de produção de farinha de mandioca de Ipubi por submeterem trabalhadores a condições análogas às de escravo.

Vistoria do Ministério do Trabalho e do Ministério Público do Trabalho realizada em maio revelou que os proprietários submeteram um total de 114 pessoas a condições degradantes de trabalho, entre elas 13 menores de idade. A vistoria também identificou condições de risco à saúde e integridade física dos trabalhadores, como ausência de equipamentos de proteção, água potável e banheiros, bem como jornadas exaustivas que chegavam a 15 horas diárias.

De acordo com as apurações, uma pessoa relatou ter trabalhado algumas vezes a partir das 6h, atravessando a madrugada, e terminando a jornada somente às 6h do dia seguinte. O pagamento era feito por produção, sem garantia do recebimento de salário mínimo. Para a função de raspagem da mandioca, por exemplo, eram pagos R$ 3,00 por carrinho de mão.

Caso a Justiça acate o pedido do procurador Marcos de Jesus, os envolvidos podem ser condenados a penas de três a 12 anos de prisão.

Deixe uma resposta