Adagro prorroga vacinação contra febre aftosa

A Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária do Estado de Pernambuco (Adagro), autarquia vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Agrário (SDA), decidiu prorrogar até o dia 10 de junho a primeira etapa da Campanha de vacinação contra febre aftosa, que se encerraria em 31 de maio. Da mesma forma, o prazo para declaração da vacinação, que terminaria dia 15 de junho, também foi estendido em 10 dias, encerrando no dia 25 de junho.

A decisão foi tomada em decorrência das fortes chuvas que atingiram algumas regiões do estado na última semana de maio, na reta final da campanha. “Comunicamos o adiamento de imediato à Superintendência Federal de Agricultura, Pecuária e Abastecimento no Estado de Pernambuco (SFA-PE) para assegurar que os municípios atingidos não tenham a cobertura vacinal prejudicada”, esclarece o diretor de Defesa e Fiscalização Agropecuária da Adagro, Fernando Góes de Miranda.

A meta é imunizar 100% do rebanho de bovinos e bubalinos, totalizando cerca de 2.2 milhões de animais, e manter o status sanitário de área livre de aftosa com vacinação, conquistado por Pernambuco há nove anos. A vacina pode ser adquirida durante o período da campanha nas casas agropecuárias de todo o estado nas apresentações de 15 ou 50 doses.

A declaração é obrigatória e deve ser efetuada nos escritórios da Adagro ou pela internet, no Sistema de Integração Agropecuária (Siapec 3), disponível no portal www.adagro.pe.gov.br , onde também está disponível um tutorial de declaração on-line da vacinação. O produtor que não vacinar ou não declarar está sujeito a multa e fica proibido de transitar com seu rebanho dentro e fora do estado. “Reforçamos que a febre aftosa é uma doença infecciosa causada por vírus e que sua incidência em qualquer região gera embargos econômicos para o Brasil e consequente prejuízo financeiro aos produtores”, declara o presidente da Adagro, Paulo Roberto Lima.

Pernambuco não registra casos de febre aftosa há 23 anos e desde 2013 é área livre de aftosa com vacinação. O estado integra o bloco 3 que pleiteia o status de área livre sem vacina. Para tanto, é preciso manter a média de animais vacinados e propriedades trabalhadas acima de 90%, aumentar a vigilância epidemiológica, fortalecer o sistema de notificação com maior envolvimento da comunidade (produtores, iniciativa privada, entidades públicas e privadas) e implantar o Fundo privado de Arrecadação para Emergências.



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