CPI da Pandemia é encerrada com 80 pedidos de indiciamento

Na véspera de completar seis meses de atividades, a CPI da Pandemia aprovou, nesta terça (26), seu relatório final. Prevaleceu o texto do senador Renan Calheiros (MDB), que recebeu sete votos favoráveis e quatro contrários. Com isso, os votos em separado apresentados por outros parlamentares não chegaram a ser analisados.

Votaram a favor do documento os senadores Omar Aziz (PSD), Eduardo Braga (MDB), Humberto Costa (PT), Randolfe Rodrigues (Rede), Renan Calheiros (MDB), Tasso Jereissati (PSDB) e Otto Alencar (PSD). Votaram contra os senadores Eduardo Girão (Podemos), Marcos Rogério (DEM), Jorginho Mello (PL) e Luis Carlos Heinze (PP).


O parecer da comissão parlamentar de inquérito agora será encaminhado a diferentes órgãos públicos, de acordo com a competência de cada um. Será enviado à Câmara dos Deputados, à Polícia Federal, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), ao Ministério Público Federal (MPF), ao Tribunal de Contas da União (TCU), a ministérios públicos estaduais, à Procuradoria-Geral da República (PGR), à Defensoria Pública da União (DPU) e ao Tribunal Penal Internacional (TPI). 

A versão final do parecer, que tem 1.279 páginas, recomenda o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro pela prática de nove infrações. Os três filhos do presidente também não foram poupados pelo relator, que os acusou da prática de incitação ao crime: o senador Flávio Bolsonaro (Patriota), o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL) e o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos).

Além deles, Renan Calheiros identificou infrações penais cometidas por duas empresas, a Precisa Medicamentos e a VTCLog, e por outras 74 pessoas. Entre elas, deputados, empresários, jornalistas, médicos, servidores públicos, ministros e ex-ministros de Estado.  

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