“É preciso recuperar o Brasil e vencer a fome”, diz Lula

Em ato público de pré-lançamento da candidatura do ex-prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, ao governo de Minas Gerais, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que, quando a candidatura for oficializada, terá orgulho de viajar Minas em apoio a Kalil, para que ele faça as transformações que o Estado precisa. “Minas Gerais não pode ficar de cabeça baixa. Minas Gerais é um estado muito grande, um estado muito poderoso, e eu acho que esse homem vai fazer com Minas Gerais o que ele fez com o Atlético, fazer com que Minas Gerais seja um dos estados mais poderosos desse país’.

Na cerimônia, que contou com a presença do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, de políticos mineiros e do senador Randolfe Rodrigues (AM) e do deputado Marcelo Ramos (AM), o ex-presidente disse ser preciso recuperar o Brasil e vencer a fome. “A minha guerra é contra a fome, que envolve 54 milhões de almas nesse país, e como é que nós vamos vencer essa guerra? É tentando ter o mínimo de inteligência. Eu aprendi dentro de uma fábrica que é preciso fazer com que as pessoas mais humildes ganhem um pouco mais e as pessoas um pouco mais ricas ganhem um pouco menos. É repartir o pão para que todo mundo tenha o direito de comer um pedaço desse pão. É assim que diz a nossa Constituição, é assim que diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos e é assim que está escrito na bíblia e é por isso que jesus cristo morreu para nos salvar. A tentativa de fazer com que as coisas fossem repartidas para todos”.

Lula afirmou que o Brasil hoje está bem pior do que era quando ele assumiu o primeiro mandato em 2003 e que tem orgulho de passar para a história como o presidente que mais fez universidades e escolas técnicas, de ter gerado 22 milhões de empregos com carteira assinada, de aumentado o salário mínimo em 74%, de ter destinado 51 milhões de hectares de terra à reforma agrária e de ter criado o PAA para comprar comida de pequenos produtores para dar de graça para quem precisava. “Se não fossem vocês, eu não teria feito. Foram vocês que confiaram, foram vocês que acreditaram”.

O petista afirmou que o Brasil tem jeito e que o caminho passa pela inclusão dos pobres nos orçamentos da prefeitura, do Estado e da União. “As pessoas querem levantar de manhã e tomar café, tomar café com leite, pão com manteiga, se tiver uma goiabada cascão aqui de Minas, melhor ainda. A gente quer ter o direito de comer frango com quiabo no domingo. A gente precisa acabar com a mania de achar que pobre não gosta de coisa boa. A gente quer comer bem, a gente quer se vestir bem. Os nossos aposentados têm que ter direito de ter remédio de graça. Minha Casa Minha vida é uma obrigação do Estado garantir o direito de moradia.

O pré-candidato ao governo de Minas, Alexandre Kalil, pediu desculpas ao presidente pelo ocorrido disse que a caneta do poder será entregue a quem tem coração e olhar humano e não para os desumanos que negam a ciência e amam a cloroquina, a desumanidade e a fome. “Vamos entregar a caneta para quem governa com amor, com caridade e com consciência”.

O ex-governador Geraldo Alckmin elogiou a gestão de Kalil à frente da prefeitura de Belo Horizonte e disse que a parceria entre o ex-prefeito e Lula significará avanços para Minas. Alckmin lembrou do legado de Lula e disse que o Brasil avançou com Lula, enquanto hoje enfrenta empobrecimento e tem um presidente que só sabe passear de moto e jet ski e não sabe cuidar da sociedade.

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