Em Pernambuco, de cada cinco mortos pela Covid-19, quatro não tinham tomado todas as doses da vacina

Levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) entre os pacientes que vieram a óbito pela Covid-19 em janeiro, aponta que de cada 5 mortos pela doença, quatro não tinham tomado todas as doses necessárias da vacina. E, entre os que morreram mesmo estando totalmente vacinados, 85% eram idosos, com mais de 60 anos, e 85% tinham comprovadamente doenças pré-existentes. A análise foi detalhada pelo secretário de saúde, André Longo, durante coletiva de imprensa.

Ao todo, foram 97 registros de óbitos pelo novo coronavírus no mês de janeiro deste ano, dos quais 77 pessoas (79,4%) não estavam com o esquema vacinal completo, com a dose de reforço. Nesse total, 26 pacientes (26,8%) sequer tinham registro de vacinação, 11 (11,4%) só tomaram uma dose dos imunizantes e 40 (41,2%) não tinham tomado a dose de reforço. “Os estudos científicos foram evoluindo e mostrando a necessidade do esquema vacinal com duas doses (ou dose única) mais uma dose de reforço para população adulta, porque alguns meses após as 2 primeiras doses, há uma queda de nível dos anticorpos e, assim, a proteção fica prejudicada. Nesse contexto, a terceira dose vem para proporcionar o aumento da quantidade de anticorpos no organismo, aumentando a proteção. Mesmo assim, sabemos que um percentual, mesmo com todas essas doses, pode agravar, pela questão da idade ou de doenças pré-existentes, mas que, no geral, haverá uma boa proteção, evitando, principalmente, casos graves e óbitos. Esse levantamento só ratifica essa importância de tomar todas as doses preconizadas, incluso o reforço”, afirma o secretário estadual de Saúde, André Longo.


Além disso, entre os pacientes com exame positivo para a Covid-19 e internados em leitos de enfermaria e UTI da rede pública, a análise da SES-PE, com dados do dia 31 de janeiro e por meio do cruzamento de dados da Central de Regulação de Leitos com o Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização (SIPNI), apontou que 83% não estavam totalmente imunizados. Dos 384 pacientes, 146 (38%), não tinham registro de vacinação (106), ou estão com apenas com 1 dose (40), sendo 129 a partir dos 12 anos. Além disso, 173 (45%) tinham apenas duas doses ou a dose única, sem o reforço – neste recorte, 113 dos doentes (65%) tinham a partir dos 60 e já deveriam ter tomado a dose de reforço.

“Estes dados comprovam que as vacinas evitam casos graves e óbitos e ratificam a necessidade de estarmos em dia com todas as doses disponíveis. E volto a fazer um apelo aos pais, ou responsáveis. Ainda estamos com percentuais baixos na vacinação das crianças. Mas, para controlarmos o vírus, é muito importante vacinarmos os menores. Até porque as crianças também podem desenvolver complicações e necessitar de hospitalização. As vacinas podem impedir que seu filho adoeça e tenha complicações. Faça este gesto de amor ao seu filho e leve-o para vacinar”, destacou Longo.

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